A sociedade com o passar do tempo evoluiu, adquiriu direitos preciosos, logrou êxito em muitas campanhas e outras ainda a serem conquistadas. Certamente, muitos cidadãos merecem louvores. Usaram sua inteligência em favor do bem comum, melhoraram a vida dos que vivem ao seu redor.
Costumeiramente, percebe-se um vício, uma moléstia que se arrasta ao longo da história e que acompanha esse progresso já citado, porém, sem modificar-se. A velha narrativa de arrumar sempre um culpado (ou uns) para certos erros cometidos. Coisas simples, como: não apagar a luz e pôr a culpa na empresa que administra a energia elétrica por estar cobrando acima do preço, jogar lixo nos bueiros e reclamar do Poder Público quando entope, não dar educação a um filho e rezingar de todo mundo quando ele apronta alguma travessura, falar mal dos professores (o certo é sempre o filho), o barbeiro no trânsito é o outro, deixar para fazer algum cadastro no último dia e dizer que a culpa é das atendentes...
Desculpas, motivos para não fazer, falta de tempo... quando não se quer fazer vem uma enxurrada de ladainhas dando mil pretextos e não se faz. Passado um tempo surge algo ou alguém que leva a culpa por aquilo. Claro, porque na sociedade brasileira alguém sempre paga o pato, como diz o ditado. A pessoa sempre é a coitadinha, a vítima, o indefeso, cheio de direitos e sem deveres. Sim, lembram-se os direitos, mas não falam dos deveres.
O maior prejudicado no fim disso tudo é a própria pessoa, ela fica chata e ninguém gosta de gente chata. Sempre reclamando e sem personalidade, sem atitude para mudar a própria vida. Eu não quero ser amigo de uma pessoa assim, você quer?
Pare um pouco e pense no que está fazendo com sua vida, sempre há tempo para mudar, tomar novos rumos. Saia da rotina, assista menos TV e curta mais sua família, faça exercícios, melhore sua alimentação, leia bons livros e converse com pessoas inteligentes.
Não invente desculpas e aproveite sua vida, ainda dá tempo.
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