Na segunda crônica do ano, volto a falar de que mais um pedaço da história de nosso município foi para o espaço. Desta vez foi o ladrilho da Igreja Matriz do Divino Espírito Santo. A mesma passa por uma reforma, e mais uma vez a comissão da igreja e o nosso vigário não respeitaram a história da construção da igreja.
Parece que aqui em Camboriú, ninguém sabe o que é história, preservação das arquiteturas de construções antigas; e muita gente de fora chega aqui derrubando, modificando por contra própria, como foi a caso do Rolinha, que derrubou o prédio da prefeitura velha, o padre Nildo do Bielle, que derrubou o antigo altar que era todo de mármore, o padre Alcides mudou os bancos, acho que se desse uma reformada nos antigos, ficaria bem mais bonitos,pois eram mais confortáveis.
O Alcione Dalago me falou, que quem foi buscar aquele Ladrilho da igreja que foi tirado, foram ele e o seu saudoso pai, Amadio Dalago, quando era presidente da igreja. Deve ter no mínimo uns 40 anos, e não era feio.
Não sou contra o progresso, muito pelo contrario, já que estão com o projeto de construir uma igreja maior, que façam com uma arquitetura bem moderna, mas não deveriam modificar a arquitetura interna, nem externa da nossa Igreja.
Pois se faz turismos para Minas Gerais, Paraty, Salvador, Roma, e tantos outros países para visitar igrejas e casarões antigos, e achamos lindos voltar no tempo, e nos enriquecemos intelectualmente conhecendo a história de nossos antepassados.
Ficou muito preocupado com o que teremos para mostrar e contar para as futuras gerações, se estamos destruindo a nossa história.
Será que serei uma voz clamando no deserto, para que se preserve a nossa história?
Mas uma maneira de começarmos a preservá-la, será o dia em que o poder público municipal, colocar no comando da cultura, pessoas as quais conheçam um pouco a nossa história, que saibam quem foi Manuel Anastácio Pereira, um dos fundadores do primeiro Clube ou Sede do partido republicano em Santa Catarina e no país, uma pessoa que saiba quem foi o Amadio Dalago, quantas vezes foi prefeito; uma pessoa que saiba que o seu Pedro Saut foi o primeiro prefeito eleito em processo democrático, que se preocupe em resgatar a nossa história, criando um arquivo histórico. Pois temos uma meia dúzia de filhos de Camboriú, interessados na criação deste arquivo, basta que o poder público faça a sua parte; para que no futuro possamos ter as histórias dos nossos antepassados ao nosso alcance, pois uma terra sem história é uma terra de ninguém, onde qualquer um chega e derruba,pinta, borda e ninguém diz nada, ou falam por trás, como é o costume nosso, mas como eu amo a minha cidade, não podia deixar passar esse fato em branco, sem manifestar o meu protesto contra a retirada do piso da igreja.